Quem me conhece sabe que meu "esporte preferido" é tomar chimarrão e contar histórias ou no mínimo fazer análises sobre assuntos diversos. Vamos lá que a água está esfriando...
terça-feira, 12 de junho de 2018
terça-feira, 26 de setembro de 2017
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Bom dia!
Nada como a paz de uma manhã de segunda-feira curtindo o vento frio do verão.
Talvez essa seja a frase com maiores contraditórios que eu já escrevi.
😉
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Como salvar suas fotos grátis no Google Fotos
Muita gente me pergunta como manter um backup de TODAS as suas fotos – as feitas com o celular e aquelas que armazenamos no computador.
Há alternativas pagas, como o Google Drive por exemplo onde tu pode simplesmente manter uma cópia “nuvem” em seu tamanho original (em megapixels). Isso custa uns US$6,99 por mês para ter 100 Gigabytes de espaço para usar com fotos e qualquer outra coisa que queira armazenar lá.
Mas existe alguma alternativa grátis? Sim e mais uma vez ela vêm do Google mas dessa ves o Photos. Lá é possível armazenar qualquer imagem numa resolução de 2 Megapixels sem custo algum! E tu precisa de mais que 2 Megapixels? Vejamos...
Esta é uma imagem na resolução de 21 Megapixels:
E essa é a mesma na resolução de 2 Megapixels:
Notou diferença? Se não notou e achou que está bom, vamos adiante pois o que tu deseja é ter um backup de TODAS as fotos que tu fizer, para olhar no celular ou no computador e eventualmente imprimir em 10x15cm essa alternativa te atenderá perfeitamente.
Se tu fores um fotógrafo que salva imagens em formato RAW ou até um publicitário que vai usar as imagens para grandes ampliações sugiro pensar na forma paga de backup pois dai preservarás o tamanho original do arquivo.
Depois de concluída a instalação aparecerá no canto inferior direito da tela, perto do relógio, um ícone em forma de catavento. Se clicares nele aparecerá um menú. Clique em Configurações.
É importante deixar como na tela abaixo, selecionando a pasta em que tu guarda tuas fotos (neste caso "Minhas Imagens" e depois, no tamanho da foto, em Alta Qualidade.
Se tiveres feito tudo certo ele começará a fazer o backup de todas as imagens que tiveres naquela pasta.
Há alternativas pagas, como o Google Drive por exemplo onde tu pode simplesmente manter uma cópia “nuvem” em seu tamanho original (em megapixels). Isso custa uns US$6,99 por mês para ter 100 Gigabytes de espaço para usar com fotos e qualquer outra coisa que queira armazenar lá.
Mas existe alguma alternativa grátis? Sim e mais uma vez ela vêm do Google mas dessa ves o Photos. Lá é possível armazenar qualquer imagem numa resolução de 2 Megapixels sem custo algum! E tu precisa de mais que 2 Megapixels? Vejamos...
Esta é uma imagem na resolução de 21 Megapixels:
E essa é a mesma na resolução de 2 Megapixels:
Notou diferença? Se não notou e achou que está bom, vamos adiante pois o que tu deseja é ter um backup de TODAS as fotos que tu fizer, para olhar no celular ou no computador e eventualmente imprimir em 10x15cm essa alternativa te atenderá perfeitamente.
Se tu fores um fotógrafo que salva imagens em formato RAW ou até um publicitário que vai usar as imagens para grandes ampliações sugiro pensar na forma paga de backup pois dai preservarás o tamanho original do arquivo.
Mas como fazer isso funcionar? Vamos ao passo a passo:
O que precisaremos?
- Uma conta de email do Google (seunome@gmail.com). Os serviços do Google (Photos, Drive, Agenda, Email, etc são todos ligados a essa conta que geralmente é o nosso email.
- Um computador com internet.
- Um smartphone com Android ou iOS (iPhone, por exemplo).
- Aplicativo do Google Photos para Windows - https://photos.google.com/apps?hl=pt-BR
- Aplicativo do Google Photos para Android - https://play.google.com/store/apps/details?id=com.google.android.apps.photos&referrer=utm_source%3Daboutpage
- Aplicativo do Google Photos para iOS - https://itunes.apple.com/app/apple-store/id962194608?mt=8
Passo a Passo:
1.
Acesse sua conta do Google Fotos num computador com Windows: https://www.google.com/photos/about/?hl=pt-BR
2.
Instale no seu computador o aplicativo do Google Fotos que tu baixou em - https://photos.google.com/apps?hl=pt-BR
Comece por concordar e aguardar que o aplicativo se instale.
Depois de concluída a instalação aparecerá no canto inferior direito da tela, perto do relógio, um ícone em forma de catavento. Se clicares nele aparecerá um menú. Clique em Configurações.
É importante deixar como na tela abaixo, selecionando a pasta em que tu guarda tuas fotos (neste caso "Minhas Imagens" e depois, no tamanho da foto, em Alta Qualidade.
Se tiveres feito tudo certo ele começará a fazer o backup de todas as imagens que tiveres naquela pasta.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Review: "O Barão de Porto Alegre" - Nando Dibe
Buenos dias...
Escrevo pouco aqui mas não é por falta de vontade e sim de tempo. Mentira. É falta de vontade mesmo! O Facebook e o Twitter quase que suprem totalmente o que blogueiros "meia-boca" como eu, que não tem muito o que escrever, precisam. Mas algumas vezes tu precisa de mais espaço e este é o caso.
Recebi em empréstimo o livro "O Barão de Porto Alegre" do meu amigo (e sogro) Nando Dibe. Desde já deixo claro - e vocês verão mais adiante - que a crítica não é parcial nem amena. Ela é a verdadeira como deve ser a relação de amigos.
Quando fui devolver o livro o autor me perguntou o que achei e por ser, neste caso, mais fácil escrever do que falar resolvi fazer este post.
O livro foi publicado no ano 2000 e o autor ganhou o prêmio de "Revelação em Narrativa Longa" do prêmio Açorianos de Literatura aqui no RS em 2001. Para conhecimento quem ganhou o prêmio de "Narrativa Longa" naquele ano foi o José Clemente Pozenato com sem livro "A Cocanha". Não é pouca coisa e desta forma resolvi experimentar.
De cara o que me chama atenção é o estilo de escrita. Como explicar? Bem, o autor resolve fazer uma representação escrita do que é falado, sem se preocupar com a gramática ou com a correção daquilo que as personagens falam e que não está correto (pelo menos na nossa língua...rs). Em resumo ele escreve mais ou menos assim:
"Um dia contratei um gurí pra trabaiá na Santa Tecla. O Edegar. Loco de lindo... Mas como que vô me fresqueá com um empregado?".
Confesso que de início minha cabeça - acostumada mais com material histórico - ficou um pouco confusa e tinha que retornar algumas vezes ao texto lido para compreender, entretanto isso durou pouco tempo. Ao percorrer as 128 páginas do livro acabei me acostumando e compreendendo melhor o que o autor quis passar com este estilo de escrita. A "imersão" na história é maior quando tu "visualiza" a personagem falando daquela forma. Muito bacana...
Mas as peculiaridades do livro não param por aí. Quem lê narrativas está acostumado com a estrutura clássica de escrita que é com o uso de travessões. Mais ou menos como:
"Quando a criatura encantada lhe disse que ele teria direito a apenas um único desejo, ele, muito esperto, soube instantaneamente o que pediria.
— Se é assim, quero ter o dom de poder realizar todos os meus desejos, bastando para isso apontar apenas o meu dedo.
— Que assim seja, mestre! — disse a criatura com um sorriso irônico."
Bem, a narrativa do Nando Dibe não é assim. Ela é o que eu chamaria de "plano-sequencia em texto". Ele começa os capítulos com uma narrativa sem travessões e sempre seguindo "uma linha reta". Abaixo um exemplo:
Mais uma vez, num primeiro olhar, parece muito estranho. De fato se juntarmos o estilo de escrita à escrita "fonética" propriamente dita fica bastante complicada a leitura... nas primeiras 15 ou 20 páginas. Depois de imergir na história do Barão tu já está "vendo" as personagens, os locais e a vida meio "Bukoski" retratada no livro. Depois da impressão inicial - que é a que temos naturalmente sobre algo diferente - tudo fica suave e a leitura flui numa boa.
A história tem como figura central o "Barão" que leva uma vida meio "como se não houvesse amanhã". Vive suas histórias por uma Porto Alegre marginal, suja e nublada junto de Belinda, Higino, Padre Osvaldo, Carlito e outros. Aliás, quem é de Porto Alegre se identificará com a narrativa, inclusive ao descrever alguns lugares como a rua Botafogo - perto da minha casa - onde morava o Higino. Ops! Alerta de "spoiler"...heheheh.
O Nando Dibe, com seu "Barão de Porto Alegre" não perde em nada para um Bukoski descrevendo suas personagens. É tão obsceno, tão imoral e sem censura que a comparação é inevitável. A descrição abaixo (editada por mim aqui nesta reprodução), extraída da Wikipedia no verbete do Bukowski descreve em grande parte o estilo de Dibe - que jura nunca ter lido o "Velho Safado" antes. Ora, se eu acreditasse em algo astral diria que os dois - ele e Charles - estão tão ligados que além de todas as coincidências na escrita ambos tem o apelido de "velho safado" (embora eu ache que só o Bukoski sabia do apelido...heheheh):
"Dono de um estilo de carácter extremante autobiográfico... sonhou a vida inteira em ser reconhecido pelo seu trabalho como escritor. De estilo agressivo e inconformado e, na maioria das vezes, ébrio, sentava em sua máquina de escrever e, com uma sutileza surpreendente, deixava fluir seus pensamentos sem censura alguma. Vivia em um mundo atormentado e distorcido, totalmente fora dos padrões impostos pela sociedade de sua época. Sua falta de discrição era tão grande, que durante toda vida teve de lidar com a quebra de laços de amizade. Repulsa, nojo, ódio, amor, paixão e melancolia. Esses são alguns dos sentimentos que mais inspiraram Charles Bukowski, que passou a vida nos becos dos Estados Unidos, na composição de toda sua obra. Cada poesia, cada romance e cada conto do escritor traz um pouco da vida do "Velho Safado", como ficou conhecido no mundo inteiro."
Enfim, se tivesse de dar uma nota a este livro, levando todos os fatores em consideração daria um 8+ já que ele é inovador em muito da sua narrativa e forma de contar sua história. As personagens são bem representadas e com detalhes que muitas vezes escapam do autor "comum" pelo pudor em tratar da vida privada. Faltou algo? Sim.
Conhecendo pessoalmente o autor diria que ilustrações feitas por ele mesmo cairiam muito bem nesta obra. Adoraria ver a cidade retratada por ele como faz nas suas ilustrações em lápis pastel.
É uma pena o livro estar atualmente fora de catálogo mas sei que o autor está atualmente em tratativas para o relançar em formato digital eBook. Aguardem!
Conhecendo pessoalmente o autor diria que ilustrações feitas por ele mesmo cairiam muito bem nesta obra. Adoraria ver a cidade retratada por ele como faz nas suas ilustrações em lápis pastel.
É uma pena o livro estar atualmente fora de catálogo mas sei que o autor está atualmente em tratativas para o relançar em formato digital eBook. Aguardem!
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